Programa Nacional de Direitos Humanos - PNDH III
Eixo Orientador VI
Direito à Memória e à Verdade
Diretriz 23: Reconhecimento da memória e da verdade como Direito Humano da cidadania e dever do Estado.
Objetivo Estratégico I:
Promover a apuração e o esclarecimento público das violações de Direitos Humanos praticadas no contexto da repressão política ocorrida no Brasil no período fixado pelo art. 8o do ADCT da Constituição, a fim de efetivar o direito à memória e à verdade histórica e promover a reconciliação nacional.
a)Designar grupo de trabalho composto por representantes da Casa Civil, do Ministério da Justiça (presidente da Comissão), do Ministério da Defesa e da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, do presidente da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, criada pela Lei no 9.140/95 e de representante da sociedade civil, indicado por esta Comissão Especial, para elaborar, até abril de 2010, projeto de lei que institua Comissão Nacional da Verdade, composta de forma plural e suprapartidária, com mandato e prazo definidos, para examinar as violações de Direitos Humanos praticadas no contexto da repressão política no período mencionado. aprovação do Projeto de Lei (PL) 7.376/2010 que cria a Comissão Nacional da Verdade
Criação da Comissão Nacional da Verdade com as atividades desenvolvidas pelos seguintes órgãos:
Arquivo Nacional, vinculado à Casa• Civil da Presidência da República; Comissão de Anistia, vinculada ao• Ministério da Justiça; Comissão Especial criada pela Lei• no 9.140/95, vinculada à Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República; Comitê Interinstitucional de• Supervisão instituído pelo Decreto Presidencial de 17 de julho de 2009; Grupo de Trabalho instituído pela• Portaria no 567/MD, de 29 de abril de 2009, do Ministro de Estado da Defesa;
No exercício de suas atribuições, a• Comissão Nacional da Verdade poderá realizar as seguintes atividades:
requisitar documentos públicos, com a colaboração das respectivas autoridades, bem como requerer ao Judiciário o acesso a documentos privados;
colaborar com todas as instâncias do Poder Público para a apuração de violações de Direitos Humanos, observadas as disposições da Lei no 6.683, de 28 de agosto de 1979;
promover, com base em seus informes, a reconstrução da história dos casos de violação de Direitos Humanos, bem como a assistência às vítimas de tais violações;
promover, com base no acesso às informações, os meios e recursos necessários para a localização e identificação de corpos e restos mortais de desaparecidos políticos;
identificar e tornar públicas as estruturas utilizadas para a prática de violações de Direitos Humanos, suas ramificações nos diversos aparelhos do Estado e em outras instâncias da sociedade;
registrar e divulgar seus procedimentos oficiais, a fim de garantir o esclarecimento circunstanciado de torturas, mortes e desaparecimentos, devendo-se discriminá-los e encaminhá-los aos órgãos competentes;
apresentar recomendações para promover a efetiva reconciliação nacional e prevenir no sentido da não repetição de violações de Direitos Humanos.
A Comissão Nacional da Verdade• deverá apresentar, anualmente, relatório circunstanciado que exponha as atividades realizadas e as respectivas conclusões, com base em informações colhidas ou recebidas em decorrência do exercício de suas atribuições.
Diretriz 24: Preservação da memória histórica e construção pública da verdade.
Objetivo Estratégico I:
Incentivar iniciativas de preservação da memória histórica e de construção pública da verdade sobre períodos autoritários.
a)Disponibilizar linhas de financiamento para a criação de centros de memória sobre a repressão política, em todos os Estados, com projetos de valorização da história cultural e de socialização do conhecimento por diversos meios de difusão.
Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República; Ministério da Justiça; Ministério da Cultura; Ministério da Educação
b)Criar comissão específica, em conjunto com departamentos de História e centros de pesquisa, para reconstituir a história da repressão ilegal relacionada ao Estado Novo (1937-1945). Essa comissão deverá publicar relatório contendo os documentos que fundamentaram essa repressão, a descrição do funcionamento da justiça de exceção, os responsáveis diretos no governo ditatorial, registros das violações, bem como dos autores e das vítimas.
Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República; Ministério da Educação; Ministério da Justiça; Ministério da Cultura
c) Identificar e tornar públicos as estruturas, os locais, as instituições e as circunstâncias relacionados à prática de violações de direitos humanos, suas eventuais ramificações nos diversos aparelhos estatais e na sociedade, bem como promover, com base no acesso às informações, os meios e recursos necessários para a localização e identificação de corpos e restos mortais de desaparecidos políticos.
Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República; Casa Civil da Presidência da República; Ministério da Justiça; Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República
d)Criar e manter museus, memoriais e centros de documentação sobre a resistência à ditadura.
Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República; Ministério da Justiça; Ministério da Cultura; Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República
e)Apoiar técnica e financeiramente a criação de observatórios do Direito à Memória e à Verdade nas universidades e em organizações da sociedade civil.
Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República; Ministério da Educação
f) Desenvolver programas e ações educativas, inclusive a produção de material didático-pedagógico para ser utilizado pelos sistemas de educação básica e superior sobre graves violações de direitos humanos ocorridas no período fixado no art. 8º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição de 1988.
Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República; Ministério da Educação; Ministério da Justiça; Ministério da Cultura; Ministério de Ciência e Tecnologia
Diretriz 25: Modernização da legislação relacionada com promoção do direito à memória e à verdade, fortalecendo a democracia.
Objetivo estratégico I:
Suprimir do ordenamento jurídico brasileiro eventuais normas remanescentes de períodos de exceção que afrontem os compromissos internacionais e os preceitos constitucionais sobre Direitos Humanos.
a)Criar grupo de trabalho para acompanhar, discutir e articular, com o Congresso Nacional, iniciativas de legislação propondo:
revogação de leis remanescentes do• período 1964-1985 que sejam contrárias à garantia dos Direitos Humanos ou tenham dado sustentação a graves violações;
revisão de propostas legislativas• envolvendo retrocessos na garantia dos Direitos Humanos em geral e no direito à memória e à verdade.
Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República; Ministério da Justiça; Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República
b)Propor e articular o reconhecimento do status constitucional de instrumentos internacionais de Direitos Humanos novos ou já existentes ainda não ratificados.
Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República; Ministério da Justiça; Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República; Ministério das Relações Exteriores
c) Fomentar debates e divulgar informações no sentido de que logradouros, atos e próprios nacionais ou prédios públicos não recebam nomes de pessoas identificadas reconhecidamente como torturadores.
Ministério da Justiça; Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República; Casa Civil da Presidência da República; Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República
d) Acompanhar e monitorar a tramitação judicial dos processos de responsabilização civil sobre casos que envolvam graves violações de direitos humanos praticadas no período fixado no art. 8º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição de 1988.
Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República; Ministério da Justiça
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O que é a HUMANITAS - DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA
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- A HUMANITAS - Organização para os Direitos Humanos e Cidadania, fundada em 21 de novembro de 2002, na cidade do Rio de Janeiro, RJ, é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, que funciona com equipes de pesquisa, elaboração e gerência de projetos, tem caráter humanístico universal, sócio-cultural, educacional, ambiental, de lazer, esportivo e turístico.
MISSÃO, VISÃO E VALORES
Porque HUMANITAS Existem, hoje, no país e no mundo, efeitos sociais muitos escassos da prática dos Direitos Humanos e da Cidadania na sociedade. Os oprimidos, os explorados e os humilhados ainda aspiram, lutam, pela liberdade, igualdade e respeito, apesar da ciência, da técnica, das leis e dos meios produtivos constituírem concretas possibilidades de resolver um mal milenar da humanidade: o desrespeito à vida humana. Desta constatação, nasceu a HUMANITAS - DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA com a MISSÃO de diminuir, através do ensino e da educação, o hiato entre as leis generosas e a falta de aplicação das mesmas, pois quem busca a humanidade não pode ser meramente um sedentário e isolado filósofo ou literato, mas tem a necessidade de ser um ator, interagindo com outros. Sua VISÃO é ser uma referência de alavanca no progresso em direção a conquistas efetivas dos que lutam por uma nova ordem do crescimento da consciência coletiva para a evolução dos Direitos Humanos, procurando aprimoramento contínuo e inovação sempre. Tem como VALORES a busca um novo olhar sobre os velhos problemas sociais: a paz, a ética, a cidadania, os direitos humanos, a democracia e outros valores universais. O significado da palavra HUMANITAS Humanitas (palavra latina) significa humanidade, a natureza humana; a espécie humana; o espírito humano e os sentimentos próprios do homem: a clemência, a benevolência, a bondade. Ou seja, o desenvolvimento da virtude humana em todas as formas e em sua total extensão. Isso quer dizer não só desenvolver o ideal de humanismo, mas como também outras características mais agressivas como a firmeza, julgamento, prudência, eloqüência, amor e honra. Ainda denota instrução, educação, cultura de espírito, humanidades, artes liberais, polidez, cortesia, urbanidade, bons modos, graça e elegância.
ATUAÇÃO E INTERAÇÃO
A HUMANITAS procura atingir seus propósitos com a elaboração de projetos voltados para:
- a formação e capacitação de multiplicadores(as) e formadores(as) de lideranças;
- o levantamento, a sistematização e a divulgação de informações e produção de materiais informativos pertinentes aos objetivos sociais da Instituição;
- o estudo, a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias alternativas;
- a promoção do voluntariado;
- ações educacionais, sócio-culturais, turísticas, ambientais, esportivas e recreativas;
- a capacitação e formação para o trabalho;
- o desenvolvimento de ações e campanhas de caráter preventivo e educacional;
- o oferecimento de cursos de capacitação e qualificação em noções de cidadania, direito ambiental, direito desportivo, política social, liderança coletiva, comunitária educativa, política social partidária, administrativa, sócio-econômica, saúde preventiva, política social trabalhista, estatutária, regimentais e formação social familiar, orientação de direitos e deveres do cidadão e outros;
- a promoção de palestras, seminários, simpósios e toda sorte de evento que vise propiciar nível de formação educacional e capacitação;
- a instituição e execução de programas de ação visando à preservação do meio ambiente e recursos naturais, além de preconizar o desenvolvimento sustentável, bem como do patrimônio histórico, turístico e cultural;
- a promoção da educação em Direitos Humanos e Cidadania e atividades que estimulem o desenvolvimento de uma cultura de Direitos Humanos.
A proposta de interação da HUMANITAS é:
- cooperar, apoiar, filiar-se (se for o caso), a entidades legais congêneres de âmbitos municipais, estaduais, nacionais, internacionais;
- formular, promover e executar em parcerias convênios, projetos ou contratos com entidades públicas e particulares, nacionais ou internacionais, órgãos governamentais e não-governamentais sem fins lucrativos;
- ceder e receber, sem ônus para entidade, funcionários de órgãos governamentais e não-governamentais, no âmbito de convênios e termos de parceria e de cooperação técnica;
- mobilizar recursos humanos, técnicos e captação de recursos financeiros para possibilitar o acesso à formação e capacitação profissional em atividades alternativas geradoras de renda;
- viabilizar o fortalecimento da abordagem integrada dos problemas e da formação de recursos humanos para uma maior inserção das informações necessárias ao cidadão.
- a formação e capacitação de multiplicadores(as) e formadores(as) de lideranças;
- o levantamento, a sistematização e a divulgação de informações e produção de materiais informativos pertinentes aos objetivos sociais da Instituição;
- o estudo, a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias alternativas;
- a promoção do voluntariado;
- ações educacionais, sócio-culturais, turísticas, ambientais, esportivas e recreativas;
- a capacitação e formação para o trabalho;
- o desenvolvimento de ações e campanhas de caráter preventivo e educacional;
- o oferecimento de cursos de capacitação e qualificação em noções de cidadania, direito ambiental, direito desportivo, política social, liderança coletiva, comunitária educativa, política social partidária, administrativa, sócio-econômica, saúde preventiva, política social trabalhista, estatutária, regimentais e formação social familiar, orientação de direitos e deveres do cidadão e outros;
- a promoção de palestras, seminários, simpósios e toda sorte de evento que vise propiciar nível de formação educacional e capacitação;
- a instituição e execução de programas de ação visando à preservação do meio ambiente e recursos naturais, além de preconizar o desenvolvimento sustentável, bem como do patrimônio histórico, turístico e cultural;
- a promoção da educação em Direitos Humanos e Cidadania e atividades que estimulem o desenvolvimento de uma cultura de Direitos Humanos.
A proposta de interação da HUMANITAS é:
- cooperar, apoiar, filiar-se (se for o caso), a entidades legais congêneres de âmbitos municipais, estaduais, nacionais, internacionais;
- formular, promover e executar em parcerias convênios, projetos ou contratos com entidades públicas e particulares, nacionais ou internacionais, órgãos governamentais e não-governamentais sem fins lucrativos;
- ceder e receber, sem ônus para entidade, funcionários de órgãos governamentais e não-governamentais, no âmbito de convênios e termos de parceria e de cooperação técnica;
- mobilizar recursos humanos, técnicos e captação de recursos financeiros para possibilitar o acesso à formação e capacitação profissional em atividades alternativas geradoras de renda;
- viabilizar o fortalecimento da abordagem integrada dos problemas e da formação de recursos humanos para uma maior inserção das informações necessárias ao cidadão.
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